Ecoprogresso

As alterações climáticas são o maior desafio ambiental do século XXI. As alterações que se projectam segundo os cenários do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas terão implicações profundas na capacidade da Humanidade de progredir economicamente, socialmente, e culturalmente. Os efeitos podem chegar, nos cenários mais catastróficos, à destruição de largas partes dos ecossistemas mundiais onde se concentra a maior parte da biodiversidade e da população mundial.


  • Fonte: Quarto Relatório do IPCC, 2007
  • Mesmo nos cenários menos catastrofistas (e mais prováveis) não estamos já imunes a grandes alterações do clima, mesmo em Portugal. Segundo o projecto SIAM (Scenarios, Impacts and Adaptation Measures), Portugal está já a sofrer com as alterações climáticas, através de períodos de seca estival mais prolongados e maior número de episódios de cheias e chuvas intensas. No futuro, num cenário de falta de controlo das emissões, Portugal poderá chegar a aumentos da temperatura média até aos 7ºC até ao fim do século. Tal cenário levaria à erosão e desertificação física de partes substanciais do território nacional, afectando significativamente os ecossistemas, a biodiversidade, o potencial agrícola, mas também o potencial turístico (afectado já de si pelo desvio para regiões mais amenas da Europa de fluxos significativos de turistas internacionais).

    No entanto, evitar estes cenários é possível. Através de politicas nacionais e internacionais ambiciosas e visionárias, com um claro entendimento do papel e alcance do mercado como incentivador da inovação pode-se antecipar o desenvolvimento e aplicação de tecnologias, muitas já hoje disponíveis. Estudos como o relatório Stern demonstraram que estas políticas podem levar a uma transformação dos sistemas energéticos, agrícolas e florestais, a um custo que é apenas uma fracção do custo da inacção.

    © Ecoprogresso. All rights reserved. (QD IT)